terça-feira, 24 de agosto de 2010

Parque espiral

























A proposta do parque espiral veio da hibridição de dois objetos distintos, porém com uma característica marcante em comum: ambos possuíam a forma arredondada. A partir daí foi pensado um parque que tivesse como forma total uma semelhança com os objetos do próprio meio. A disposição deles é em ilhas de relevo circulares, ligadas por escadas irregulares formadas pelo encontro de pequenos cilindros, elevando todo o conjunto em forma de espiral. Esse formato espiralado lembra ambos os objetos iniciais a serem hibridizados: o cone e o cilindro pontudo.
Foi escolhido como elemento de mutação para o parque o próprio terreno, que, muito além de dialogar com a estrutura do parque, ele se contamina por ela. Entretando ele nunca deixa de ter sua característica fundamental de ser uma ilha circular e irregular Percebe-se um relevo mais arredendado no início, onde as pontas não estão tanto em primeiro plano. Porém ele vai se modificando, criando pontas, arestas sobresalientes e distorções de acordo a hibridização dos elementos. As formas do relevo se misturam com as formas dos objetos, juntamente com a mistura de cores que forma uma espécie de "colcha de contaminação" no solo, tornando a ligação entre meio ambiente e estrutura do parque tão íntima a ponto de, em alguns momentos, confundir-se o que é forma e meio. Percebe-se também a variação de transparência dos elementos híbridos ao longo do parque, que vai contaminando o relevo, ao ponto de no final o percurso ele apresentar-se bastante transparente, adquirindo um aspecto de leveza da ilha como no último objeto. É um contraponto entre o início e o fim, em que no princípio as ilhas apresentam-se pesadas e opacas e no final leves e transparentes.

segunda-feira, 22 de março de 2010

"eido-poiéo"


Eido-poiéo é um termo grego usado para expressar o "ato de modelar", que entendido mais ao pé da letra designa forma (eido) e criar, inventar, construir (poiéo). É a criação da forma, a "formatividade", que transforma o abstrato, do plano das idéias, em concreto, entende-se assim a própria modelagem manual, que é a expressão do produto final.
Desde a concepção grega, muito utilizado foi o desenho feito à mão, como forma de expressar tridimensionalmente a idéia do criador. Porém, com a introdução de novas tecnologias e avanço da informática na arquitetura nas últimas décadas, iniciou-se a representação eletrônica, que foi uma evolução dessas antigas perspectivas. Essa ferramenta tornou-se uma forte aliada na modelagem de projetos, acompanhando todo o processo construtivo. É a existência de uma modelagem investigativa, que gera modelos provisórios, sujeitos a constantes alterações e revisões, à medida em que possibilita uma maior e melhor visualização da idéia. É a representação da espacialidade e da materialidade. De acordo com a evolução e intenção da maquete eletrônica, ela pode possuir diversos níveis de detalhamento, sendo esquemática, detalhada ou foto-realística.
Existem diversos softwares que auxiliam na modelagem gráfica, sendo os mais conhecidos: Autocad, Google SketchUp, Blender, ArchiCad, 3DS Max, Cinema 4D, entre outros.

Como curiosidade, vale a pena também comentar sobre o ramo das maquetes eletrônicas, que apesar de ser relativamente novo, cresceu e se desenvolveu muito com a evolução dos softwares, ganhando grande notoriedade no mercado imobiliário. Foi até criado uma espécie de "Oscar" para os melhores da computação gráfica, conhecido como "CG Architects Awards". Veja algumas imagens interessantes dos concorrentes da edição de 2009.


Juan Altieri (URUGUAY)


David Carbayo Escudero


Juan Altieri (URUGUAY)
Vencedor nas categorias "Best Architectural Interior Image"
e "Best Overall Architectural Image"

Sanders.Shiers (UK)
Vencedor na categoria "Best Architectural Exterior Image"


Olivier Defaye/AOKI/CG World (FRANCE)
Vencedor na categoria "Most Original Image Treatment"
Para mais informações, visite o site: http://www.cgarchitect.com/3dawards_mini/